A história começa numa decisão estranha. Em 1985, um arquiteto recém-formado chamado Nestor Dalmina passou seis meses atravessando o Brasil de moto — do Oiapoque ao Chuí, descendo pelo litoral e voltando pela Transamazônica — para decidir onde abrir sua construtora. A resposta foi Cascavel, a cidade onde ele mesmo havia nascido. A lógica era técnica: o oeste do Paraná era a fronteira agrícola em expansão mais rápida do país, com carência crônica de mão de obra técnica qualificada. A decisão foi acertada. A Ndalmina Construções nasceu ali e, ao longo das quatro décadas seguintes, se especializou em obra pública de pequena e média complexidade — escolas, hospitais, edificações institucionais. O tipo de obra em que o cliente é o estado, a fiscalização é permanente, e cada medição precisa sobreviver ao crivo de um auditor que não conhece você.
Essa é a herança técnica que a OpenGD carrega, e que não se constrói do zero. Uma operação que passou quarenta anos sendo auditada por órgãos públicos não aprende a ser transparente por escolha de marca. Aprende porque não teve alternativa.